Shut Down

O Instituto Sergio Motta fez a curadoria da área de Design, Foto e Vídeo da Campus Party Brasil 2011. A empreitada começou meses antes do início do evento e termina agora, depois de muitas atividades no palco da área, como oficinas, palestras, mesas redondas, e o exercício de documentação colaborativa, que contou com seis voluntários orientados pelo coletivo Cia de Foto.

Renata Motta e Giselle Beiguelman dão suas impressões sobre o que aconteceu no maior evento de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital do mundo.

Como os campuseiros receberam a programação da área de Design, Foto e Vídeo?

Foi uma surpresa positiva. Tínhamos a informação de que, em outros anos, essa área era a que tinha menos público. Mas não foi o que aconteceu: vimos o palco da área encher durante toda a programação, com um público interessado, que interagiu com as oficinas e palestras.

Quem foi o público da área? Profissionais de design, foto ou vídeo; estudantes; ou leigos interessados?

A Campus Party é uma festa de jovens estudantes e esse é o público principal. O interesse desses jovens é muito diversificado e a programação atendeu essa diversidade, trazendo oficinas mais específicas como a de tipografia, misturando com gambiologia e debates mais ‘cabeça’ sobre cultura digital.

Quais atividades fizeram mais sucesso?

A oficina de Gambiologia deu o que falar. A cena dos participantes montando uma luminária de LEDs, no meio do apagão, é inesquecível. Assuntos como CSS3 e HTML5 estão em alta e as oficinas e palestras relacionadas ao tema também tiveram muito público. Outros destaques foram a palestra “Consumidores Designers”, sobre o processo de criação do  Fiat Mio, e o live images do VJ Varga, que remixou o debate que acontecia no palco principal entre o ministro das Comunicações e o presidente da Telefônica, em tempo real, no nosso palco.

Houve alguma surpresa, alguma atividade que lotou mais do que o esperado ou o contrário?

A Documentação Colaborativa não foi bem uma surpresa, porque estávamos apostando muito nessa ação. Mas a DocCP não só mobilizou um conjunto de jovens voluntários, que, com a coordenação criativa da Cia. de Foto, realizaram um registro inédito da Campus Party, mas também levou essas imagens para quem não estava lá. Aqui no blog fomos disponibilizando o registro dia-a-dia. O Folhateen também fez a cobertura dessa ação.

Para vocês, qual foi a marca desta edição?

Teve o crescimento da Campus Party, com a participação de mais campuseiros, gerando uma sensação de intensidade ainda maior. Há um foco crescente na oferta de oportunidades para esses jovens que estão reunidos ali, possibilitando encontros com as empresas e atividades que destaquem talentos individuais. Mas acreditamos que os conteúdos que circulam nos palcos das áreas são fundamentais para a dinâmica, o fluxo da Campus, destacando temas, apresentando perspectivas diversas e possibilitando encontros.

Qual é a importância do evento para a área de Design, Foto e Vídeo?

Nos interessa incluir uma perspectiva criativa e crítica para a área. Sabemos que, cada vez mais, o centro do debate do mundo digital está nos conteúdos, que não são mais somente texto, mas cada vez mais foto, vídeo e design. Por isso, apostar em formas que sejam capazes de fazer o público menos funcionário dos serviços e gadgets on-line é decisivo.

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Oficina Doc CP

A chamada para a documentação colaborativa feita aos campuseiros pelo coletivo Cia de Foto no começo da semana teve seu fechamento nesta quinta-feira à noite. O objetivo da mobilização era captar arquivos de áudio, que serviriam como paisagem sonora, e rostos que refletissem a Campus Party Brasil 2011 e, com isso, compor um vídeo colaborativo.

“Tivemos muitas pessoas interessadas, que fizeram seus próprios registros da Campus Party e conseguiram coletar um material em áudio muito interessante. No fim, juntamos esse áudio a uma música feita por GPS pelo Hapax às fotos que os campuseiros e os voluntários da documentação colaborativa poduziram durante a semana”, contou Pio Figueiroa, da Cia de Foto. Confira o resultado:

Além deste material editado por Rafael Jacinto, alguns alunos da oficina acabaram instigados a produzir seus próprios vídeos e fotos. Lorena Costa focou sua lente no diretor da Linux Internacional, John “Maddog” Hall, e na banda Os Seminovos. Já Reifison registrou em vídeo o Concurso Dança Corujão Livre.

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