Eu fiz (quase) tudo – 19/1

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Tudo calmo às 8 AM. Enquanto ainda restavam alguns sobreviventes na arena, no camping alguns guerreiros já se levantavam. No decorrer do dia, o fluxo aumenta, os ânimos se agitam… os “uôôôs” tomam força e com eles vem a correria. Gente pra lá, gente pra cá, bancadas cheias. Gamers, engenheiros, simpatizantes e afins com seus olhos na tela e fones de ouvido dividindo um mesmo pavilhão. Depois das 9 AM começam as atividades nos palcos e antes da 1 PM o cansaço de correr para participar de tudo  toma conta de uma forma incrível, mas a determinação ainda é maior. E nos caminhos de uma palestra e outra, amigos e risadas nos dão ânimo enquanto o dia vai dando lugar à noite. Bebedouro quebrado, o outro vazando, queda da internet em metade da arena… parece que os problemas unem os campuseiros, os minutos de manifestação e reivindicação de melhora são os mais divertidos e interativos. Laptops são cartazes e você tem seus 2 minutos de fama e reconhecimento se puxar um grito de guerra a ser seguido por todos os protestantes. Logo tudo se normaliza e volta cada um para seu mundo. Os depoimentos são de que nas CPs passadas havia menos PCs e as pessoas interagiam mais. Como passageira de primeira viagem, não posso comparar, mas faz falta um contato mais humano em meio a tanta tecnologia.

Camila Thomazette dos Santos, do coletivo Doc CP

***

8:30 da manhã na Campus Party, bancadas vazias, campuseiros dormindo em sofás, faxineiras dando uma geral no local… Tudo parece calmo, até que um grupo se reúne e começa a tocar Metallica no Guitar Hero em alto e bom som. Bom dia! 9 da manhã e o jogo começa: tentar acompanhar tudo que acontece pela arena. Tentávamos entender pelo menos alguma coisa, ou escutar uma boa frase do palestrante. Tentávamos, pois quando te dão informações sobre traktor scratch que você mal sabe o que é, tudo parece grego…

No intervalo que tivemos, fomos almoçar: fila para sair da arena e entrar no camping. Até chegar na porta de saída, muitos campuseiros acordando ao meio-dia. Na porta de saída, mais uma fila de revista. No restaurante, tudo calmo. Não há grande fila para entrar, mas uma coisa curiosa: em meio de dois bufês que servem comida, fila em apenas um. Parece que montar uma placa mãe para o PC é fácil, mas fazer uma fila para almoçar é um cálculo impossível. Mais uma fila de revista para voltar até a arena. A parte da tarde aparece com uma programação ainda maior do que a da manhã, só que ao voltar à arena, que agora está lotada de jornalistas e campuseiros acordados, tentar escutar alguma palavra de um palestrante requer uma concentração enorme.

Correndo de um lado para o outro, seguindo a agenda de programação e tentando acompanhar um pouco de tudo, começamos a nos cansar e a impressão de que muito tempo passou é quebrada toda vez que olhávamos no relógio e víamos que, na sequência, outro palestrante já entrava no palco – mas dessa vez do outro lado da arena. E assim seguiu a tarde: com poucos intervalos, que ocupávamos em filas para o bebedouro. Fila para o banheiro não tinha, e vale destacar que sempre estavam em bom estado de uso.

A tarde passou, e quando conseguimos um intervalo, fomos jantar. A saga das filas de revista continua. O restaurante continua tranquilo, sem muitas pessoas. O ciclo de palestras seguiu até às 22:30, terminando às 23:45. Toda a programação iria acabar às 12:00, mas, como se tratava de uma observação de céu e estamos em São Paulo, claro que o céu não colaborou e esse evento foi cancelado. A madrugada seguiu com campuseiros enlouquecidos atrás de vitaminas, que eram distribuídas por toda arena, e a famosa pipoca, que continuou até a 1 da manhã. Dormir nesse dia foi muito mais tranquilo. Vale destacar também os chuveiros, que sempre estavam limpos e com água quente. No total do dia, perdemos 11 palestras. Mas tentamos fazer quase tudo!

Natália Braga Tonda, do coletivo Doc CP



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Tá tudo em casa

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Roupão de banho, cadeira estofada. Festa sem hora, bexiga inflada. Fone no ouvido, luz na cara. Passos pra cima e pra baixo, bancada lotada, PCs pra todos os lados. Comida do lado do teclado; coca-cola, pizza, macarrão e mouse melado. É campus hotel, campus lan house, campus fast-food, campus friends. É campus de manhã, de tarde, noite e madrugada. E já tem cansaço, tem dor nos olhos, na garganta e nas costas… mas a gente quer mais. Mais uma semana, mais um mês… por que? Quer saber? Tá tudo bem, tá tudo em casa!

Camila Thomazette dos Santos, do coletivo Doc CP

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